November, 2008


19
Nov 08

Se propaganda é a alma do negócio, a publicidade é o corpo.

Libertem o corpo.

Para quem ainda não sabia, vamos explicar de uma vez por todas.

Publicidade não é sinônimo de propaganda. Embora sempre juntas, são diferentes.

Propaganda é um conjunto de ideias, afirmações sobre alguém ou algum produto, conceitos escolhidos para distribuição a muitas pessoas de muitas formas. E uma das formas de distribuir propaganda – a mais conhecida e eficiente – é a publicidade. Ora, a publicidade é uma espécie de prestação de serviços oferecida por veículos de comunicação (TVs, rádios, jornais, blogs etc.) como forma de captação de recursos. Viu a diferença? A principal característica da publicidade é ser paga.

Vamos a um exemplo simples: você gosta muito do automóvel “x” e vive contando vantagens sobre ele, sem receber nada por isso. Sim, você está fazendo propaganda do carro que você admira. Mas se um dia começar a receber dinheiro para falar bem do automóvel “x” e até distribuir folhetos, vai unir o útil ao agradável, mas estará fazendo publicidade. E se der certo, logo vai estar falando bem dos modelos “y” e “z”, se for um bom negócio.

Outro exemplo, não tão simples: a propaganda partidária no Brasil é livre, afinal vivemos em uma democracia e grupos políticos podem compartilhar as ideias que quiserem, como quiserem. Entretanto, embora exista livre manifestação de ideologias políticas, de propaganda mesmo, nossa publicidade durante as eleições é controlada. O tempo de rádio e televisão é dividido entre os candidatos, tentando conciliar e equilibrar interesses econômicos.
E, além disso, nas últimas eleições, convivemos com restrições a outras formas de publicidade eleitoral. Outdoors, pixações, sites na internet, comícios musicais e camisetas foram todos proibidos. Trata-se de uma censura indireta, travestida de justiça distributiva.

A velha história de que “podem acorrentar meu corpo, cortar a língua, mas a minha mente continua livre” é balela. Ideias sem voz são pensamentos mudos. Toda e qualquer restrição à publicidade ou veiculação pública, seja legislativa ou econômica, prejudica a propaganda, a distribuição da ideias. Isso inclui os intervalos comerciais, os trinta segundos, os classificados impressos, a formatação em geral daquilo que conhecemos como “mídia”. A publicidade atual ainda está presa a padrões legislativos do século passado, normas e tabelas admitidas por conveniência e status quo, pesquisas anacrônicas que ainda dividem populações em termos de classes sociais do século XIX, preços condicionados a quantidades.

Enfim, o que você vai fazer a respeito?

Começar a pensar seriamente no assunto já é um bom começo.


8
Nov 08

About Crysis: fair propaganda, unfair gameplay.

Este post é antigo. A curiosidade sobre ele é que foi alvo de mais de 8 mil comentários SPAM. E apenas ele neste blog. Os posts com críticas ao último filme do Batman também recebeu muito SPAM, mas jamais chegou a tanto. Eu fico me perguntando se é apenas acaso ou estes posts foram escolhidos especificamente.

Este post é antigo mas como agora existem muitos vídeos que comprovam a superioridade de Call of Duty 4 sobre Crysis, que saíram quase na mesma época, vale a pena fortalecer o registro. Assista e compare os vídeos. E vai notar que Crysis é feito Batman Dark Knight, passa longe de merecer o status de “bom”.

Disseram que o jogo teria o visual mais bem feito de todos os tempos. Pode ser (para quem tiver um computador que ainda vai ser fabricado no futuro). Mas a jogabilidade, por outro lado, é ridícula. Crysis é menor que sua propaganda. Mapas enormes, pelos quais você pode andar à vontade e até se perder. Sim, a paisagem é bonita mas enjoativa e repetitiva. Como pode um traje “nanosuit” não ter uma bússola decente? Aliás, um dos principais apelos do jogo é o traje (que por sinal perde feio do traje de viagem no tempo do TimeShift – outro jogo bem maior que sua propaganda), está até na primeira página do site oficial. Não se engane com os trailers, Crysis não funciona como prometido. Todos os poderes do traje são limitados, o que significa que a Maximum Speed não permite uma corrida de mais de dez metros. O Maximum Strength não serve mais do que pular pedras altas telhados ou chutar longe. Passar de um poder para o outro não é muito rápido, acaba que se tornam inúteis. Mas o pior do jogo mesmo são as armas e os tiros, as miras são imprecisas e mesmo atirando na cabeça você é obrigado a gastar toda sua munição para derrubar um inimigo, aliás, burros e surdos feitos portas. Mas com olhos de águia e visão de raios x, capazes de acertar você com uma pistola a centenas de metros de distância com uma floresta no meio, com um tiro. Estranho também é que os veículos parecem deslizar sobre o relevo, as rodas se comportam como esquis. E, de cara, para quem já jogou Far Cry, vai perceber que é o mesmo jogo, apenas com uma história diferente. Crysis é chato, nada mais que florestas e corredores com layers a mais para parecerem mais detalhados e consumir memória de vídeo. Infelizmente, não é jogável. E é por essas e outras que a “pirataria”, aliás muito mais um marketing mascarado, ajuda você a tomar decisões. Você puxa da internet, joga um pouco, vê que não vale a pena, deleta e esquece. Isso aconteceu com Far Cry e de novo com Crysis. Tem quem goste, lógico. Mas é um jogo ruim. Muito diferente de Call of Duty 4, que quem conhece não vê a hora de comprar porque sabe que vai jogar durante meses. Um jogo quase perfeito dentro da sua proposta. E que nem precisa de propaganda.

12
Nov 08

Web 3.0

Web2.0 Dilemma  

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A questão é visionária, quando os geradores de conteúdo – os próprios usuários – de sites como Wikipedia, Youtube e similares vão começar a ganhar uma grana pelo que fazem?


4
Nov 08

Sinais dos tempos.


5
Nov 08

Se Hegel fosse vivo, diria: a Razão é negra.

 
 “Se olharmos a história racionalmente, ela nos olhará racionalmente de volta”. Essa citação de Hegel expõe, em linhas gerais, o que o filósofo alemão compreende por Filosofia da História; ou seja, a observação refletida dos fatos históricos. O Idealismo Absoluto de Hegel não permite uma separação entre realidade e pensamento, o que não significa que a História deva ser, em vez da expressão mais fiel dos dados, uma composição por especulação filosófica. A conclusão que expõe a razão na história, verificada em seu olhar que dirige-se de volta ao filósofo, é o resultado da análise filosófica dos fatos expostos na História. Essa conclusão é única e necessária, e tem grande importância na Filosofia sistemática de Hegel, pois, o Espírito, que é razão, se autodesenvolve na História.

[...] Porém, ao contrário do que se poderia esperar, Hegel não vê a Revolução de 1789 com o mesmo olhar festivo de sua juventude. A indefinição que durou anos, incluindo a instauração da tirania na fase do Terror, foi uma prova do uso impróprio de conceitos filosóficos que, na prática, não poderiam se ajustar à disposição específica de um povo. Houve uma “compreensão errônea do papel da razão, que não deveria ser aplicada de forma isolada da comunidade existente e do povo que a forjou”. 

[...] A Revolução, apesar de falha, não é pouco importante. Os ideais tomados por ela, em que se destacam a razão e a liberdade, são inerentes a uma realidade desenvolvida, e compõem mesmo a essência e verdade última do Espírito. A propagação dos ideais revolucionários franceses pelo mundo é um fator destacado na História. Napoleão, por exemplo, tendo invadido a Alemanha, foi considerado por Hegel “a Razão a cavalo”, o que favoreceu o desenvolvimento do Espírito no povo germânico.

fonte


5
Nov 08

AC/DC no Excel. Vale pela curiosidade.

http://www.acdcrocks.com/excel/


7
Nov 08

Será um game ou um site?

http://www.bio-bak.nl/

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