October, 2008


4
Oct 08

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Umbilical Brothers – BathroomThe best bloopers are here

http://www.umbilicalbrothers.com


1
Oct 08

Pra ouvir de vez em quando e sempre.

Israel_Kamakawiwo’ole


4
Oct 08

Qual o seu prazo de validade profissional?

Pela primeira vez na história estamos assistindo as pessoas e as empresas terem prazos de validade. Isso mesmo! Da mesma forma que vamos ao supermercado e olhamos o prazo de validade de um produto e aceitamos ou não, agora temos isto com relação a nós mesmos e às empresas para quais trabalhamos. Os profissionais serão vistos, cada vez mais, pelas empresas que nos contratam ou pelo mercado pela capacidade de suplantar os ventos da destruição criativa e tornar as organizações adequadas ao seu tempo. E isto muda muitas coisas na nossa vida. Saímos de um prazo de validade longo, como poucas décadas atrás, em que uma pessoa se formava e conseguia sobreviver quase toda a vida com aquele conhecimento adquirido na universidade, para uma situação de produto perecível. E a velocidade está de tal forma, que até bem pouco tempo ainda podíamos contar o nosso prazo de vencimento em anos. Agora não mais. É bem possível que vamos entrar em breve na mesma velocidade das hortaliças. Por isto proliferam os locais de educação continuada, embora muitos deles estejam, na realidade, oferecendo aquilo que deveriam dar na graduação, e deixando de oferecer o que pode representar um grande diferencial na competitividade: a criatividade e a inovação.

As empresas não estão mais privilegiadas que as pessoas. Se não forem agressivamente inovadoras o mercado financeiro fará a destruição delas. Se não apresentarem novidades aos clientes, serão abandonadas. Haverá sempre espaço para um concorrente ocupar ou para fazer uma aquisição.

Por outro lado temos visto um grande movimento por parte de profissionais e empresas em torno da Gestão por Competências e Gerenciamento do Conhecimento. São temas interessantes e fundamentais para as organizações e até para os países. Entretanto, “há algo de podre no reino da Dinamarca”. A primeira observação é que na questão da gestão por competências, esquecem-se de que a maior e mais importante competência é a de criar novas competências. E é isto que está colocando os profissionais aturdidos. Pensam eles que adquirida uma competência o resto está resolvido. Ledo engano. O profissional terá que criar cada vez mais novas, melhores e diferentes competências para si. A segunda observação é a de que nos programas de gerenciamento do conhecimento não temos visto a principal dimensão: A da criação de novos conhecimentos. Ou seja, o desenvolvimento da criatividade e da inovação na organização para que ela não venha sucumbir às forças do mercado.

Empreendedor


4
Oct 08

Um pouco de bundas pra este blog dar mais às caras.

A sociedade das bundas redondas

O texto campeão de audiência do antigo blog.

Já morei e vivi (literalmente) uns anos em Florianópolis, na famosa Ilha da Magia. Passei alguns verões lá e todos os meses frios entre um e outro, sem turistas nas praias. Descobri algo interessante. As mais belas bundas na praia eram de turistas mineiras. Não quero exagerar e nem tenho provas estatísticas além da minha própria experiência “in loco”. Mas a mistura café com leite do sudeste brasileiro é a referência estética da mulher nacional em nível internacional. Sem as turistas do sudeste, o sul do Brasil é povoado de mulheres sem bundas redondas, mas com grandes peitos e largos quadris. Apreciáveis na vinda e na ida, mas de perfis tímidos. Pergunte ao John Casablancas, o entrevistado da Veja, ele disse que a Gisele Bundchen não tem bunda mas eu não concordo. Ela se destaca justamente porque tem uma bundinha bem feita, pequena, mas bem feita. Voltando ao assunto sem sair dele, para mim foi um choque visual-cutural radical. Ao chegar em Minas Gerais, eu olhava entusiasmado as moças bundudas pra lá e pra cá, bonitas na vinda, lindas de perfil e maravilhosas na ida. Foi como a experiência do cego ao ver pela primeira vez as cores da realidade. Tal qual um monge iluminado encarei a luz: a beleza da mulher está na bunda! A verdade é que Vinicius queria dizer mesmo que “as sem bunda que me perdoem, mas uma bunda redonda é fundamental”. O sentimento mais puro e masculino de felicidade é olhar, ou melhor, contemplar uma bunda feminina perfeita. Qualquer coisa além do olhar é um êxtase, um sonho que se realiza. Fetiche para alguns não brasileiros, religião para os nascidos e criados aqui entre nós. Bunda destacada a partir de uma cintura fina e marcada com um fio dental é sinônimo de mulher bonita, olhamos o rosto depois e aceitamos suas imperfeições desde que o bumbum seja lindo. Quem vê bunda, não vê coração. Mas quem quer ver coração? Com certeza, os peitos, desde que não maiores que as bundas. Bundas perfeitas garantem e destróem casamentos, vendem música, entretenimento, cerveja, saúde, status etc. Matriz psico-social da beleza brasileira, toda bunda redonda garante satisfação antecipada, fruição desmesurada, esperança descarada em prazeres indizíveis. Não há Brasil de verdade sem bundas redondas nas ruas, praças e festas. Alguns querem proibir cartazes publicitários com bundas para atrair turistas, querem proibir bundas em anúncios de cerveja. Proibir bundas é proibir o Brasil de se mostrar como é, uma grande bunda redonda deitada eternamente em berço esplêndido. E se você imaginou que isso seria uma fraqueza, engana-se. Não se tentam proibir fraquezas, apenas perigos. Pois a imagem de uma bunda redonda e bonita não tem nada a ver com fraqueza, nem passividade. Tem a ver com o mais puro poder da espécie humana, o poder da beleza (e da reprodução dela). A nação brasileira é gostosa e bonita como uma bunda perfeita. Nascemos de bunda virada pra lua. E o mundo inteiro olha as bundas da amazônia e as bundas do cerrado com água na boca. A bunda é um simbolo nacional, igual a bandeira, o hino, a seleção que por pouco deixa de ser nossa pra ser da Nike, mas ainda é nossa. “Brasil, mostra sua bunda” é um ato muito mais corajoso que “Brasil, mostra sua cara”. Pense bem, chamar alguém de cara de bunda no Brasil devia ser elogio, é o mesmo que dizer que é muito atraente e bonito, pois na realidade não existe bunda feia, apenas bunda que não existe entre as costas e as pernas, alguma coisa que no máximo daria pra chamar de glúteos. Então, da próxima vez que lhe chamarem de bundão, sorria e agradeça. Afinal, todos os bundões estão no poder e têm suas bundonas e bundudonas garantidas na constituição. É um desbunde de abundância. Né, bundão?

Veja o poema que Carlos Drumond fez:

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
redunda.


4
Oct 08

O novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Achei no Blog de Jamildo esta cartilha (iniciativa de uma editora), uma versão em arquivo .pdf de uma arte-final feita no Indesign, não sei se será usada em caráter oficial. Ao que parece, a coisa realmente está engrenando e vamos ver ainda muita confusão de como vamos escrever as palavras daqui por diante. A versão em slide abaixo está completa, e pode ser vista em tela cheia. Mate a curiosidade de como vamos escrever, com ou sem trema, com ou sem acentos.
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Acordo ortográfico da lingua portuguesa

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11
Oct 08

Life on Mars UK vs. Life on Mars USA

Acima, a série original inglesa e a primeira versão americana. Ela serviu pra testar o casting, as cenas e também para cortar cabeças da equipe de produção. Obviamente, consertaram muita coisa e, em vez de reinventarem a fórmula, simplesmente copiaram à risca o seriado britânico. Ficou muito melhor, pode conferir abaixo.


11
Oct 08

Paradoxos

Enquanto um professor ganha prêmios amparado em uso de tecnologias disponíveis, tanto em sala de aula como as acessíveis aos alunos de uma escola particular (não imagine que um vídeo desses seria possível em uma escola pública comum), a mesma instituição premiadora, a Fundação Victor Civita, revela a decadência do ensino superior que visaria preparar novos professores. O triste é constatar que o óbvio não é aventado na pesquisa, excluindo da responsabilidade os processos determinados pelo MEC, reduzindo o problema a uma divisão das disciplinas sem sequer citar a necessidade de uma gestão diferenciada, uma administração educacional mais coerente. Apenas mais uma pesquisa auto-protetora enquanto a educação precisa de mais iconoclastias.

10/10/2008 19:53

Estudo aponta que o ensino de nossos professores é deficiente

Uma pesquisa inédita da Fundação Carlos Chagas, intitulada “Formação de professores para o Ensino Fundamental: instituições formadoras e seus currículos” e realizada a pedido da Fundação Victor Civita (FVC), mostra que a formação de docentes para a educação infantil e fundamental no Brasil é deficiente e inadequada à prática de ensino.

Abrangendo os anos 2001, 2004 e 2006, o estudo foi realizado em agosto deste ano e analisou a grade curricular e a ementa de 71 cursos de Pedagogia das cinco regiões do País, de um recorte de 1.562 cursos existentes. A conclusão é de que as Instituições de Ensino Superior (IES) não oferecem aos futuros professores os elementos necessários para se dar uma boa aula – esses profissionais saem da faculdade sem saber o quê e como ensinar.

De acordo com a pesquisa, os cursos procuram embasar o aluno teoricamente com conceitos de filosofia, sociologia, psicologia e outros campos, e, para essa finalidade dedicam 40% das disciplinas. Mas no momento de lhes dar uma visão prática do que é ensinar, as disciplinas que teriam esse fim – cerca de 30% da grade – também não conseguem aproximar os futuros professores da realidade do ensino na sala de aula.

A análise dos currículos indica que o conteúdo da educação básica (alfabetização, português, matemática, história, geografia, ciências, educação física) é pouco explorado nos cursos de Pedagogia. São apenas abordados superficialmente nas disciplinas de metodologia e práticas de ensino.

“Esses dados exigem uma atitude de renovação naquilo que entendemos por ensinar, porque o que vemos é um ciclo vicioso da não-aprendizagem, vindo desde os cursos superiores até as escolas de Ensino Fundamental”, avalia Claudia Costin, vice-presidente da Fundação Victor Civita, em nota enviada ao PortaldaPropaganda.com.

Ainda segundo o levantamento, as grades curriculares das IES são fragmentárias e não permitem a aproximação entre um curso e outro, dificultando a avaliação objetiva do que há em comum na proposta de ensino das instituições. Só nas grades curriculares dos 71 cursos selecionados, há 3.107 disciplinas.

O estudo da Fundação Carlos Chagas também analisou os concursos públicos para professores do Ensino Fundamental com o objetivo de encontrar uma relação entre o que aprendem os futuros professores e o que as redes públicas de ensino esperam deles. O resultado é similar. “Poucas questões contemplam os fundamentos da educação e são quase ausentes as que abordam a prática docente. Os itens das perguntas se atêm ao conteúdo teórico, de modo superficial, sem se articular com aspectos relevantes para a educação, escola e sala de aula”, analisa Costin.

Porém, neste caso, a pesquisa aponta uma mudança de perspectiva. Nos últimos anos, há uma tendência em incluir mais conteúdos de português e de matemática, “revelando a preocupação das redes de ensino em testar os futuros professores sobre aquilo que vão ensinar”.

Informações enviadas por assessoria de imprensa e postadas, sob adaptação, por Karan Novas.

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