
Aqui comigo pensando me peguei azucrinado com um insight daqueles do tipo João Apocalipse Now Versículo alguma coisa. O óbvio. Do jeito que vai a tecnologia, mais precisamente, as TICs, os cursos de comunicação podem até deixar de ser classificados de “Humanas”. Como exemplo do environment que está no ar assista a aula magna de Luli Radfaher, a discussão do 3.8 e leia o artigo Digital Reset. São apenas exemplos de onde vêm e para onde vão os pensamentos do que seriam as bases de sustentação do mercado de comunicação, o mercado publicitário, aquele que utiliza a arte na mídia com fins específicos de venda de produtos e serviços, e não a própria arte. Siga meus vôos, se hoje qualquer curso de publicidade que se preze precisa ter uma ilha de edição audiovisual e laboratório com computadores pra treinar o básico dos programas de design e edição eu pergunto, como um curso de publicidade que se preze vai deixar de ter aulas específicas de estatística, antropologia, geografia humana e, obviamente,arquitetura de informação, matemática, lógica e linguagens de programação? Muito além do básico do flash, html, PHP, CSS, bancos de dados e o caralho, o profissional mais procurado de uma agência que busca sobreviver na prevenção da demanda de comunicação atual e futura é o programador, capaz de tornar real as mais intrincadas ideias de comunicação interativa multimeios, e mais que isso, entender as ideias e aprimorá-las esteticamente. Sim, esteticamente. Nunca antes a publicidade precisou tanto de leonardos, viciados em cultura “inútil”, engenheiros que desenham máquinas infernais com as duas mãos, tocam instrumentos musicais, poetas que sabem fazer contas e ainda pintam monalisas. Uai, isso vai acabar com o ancrônico perfil do publicitário mauricinho, artista plástico e arroz de festa para dar lugar ao perfil exagerado dos atores de Big Bang Theory com um certo toque de Two Man and a Half, e essa volta de 180 graus já começou a torcer a espinha do mercado, estalando ossos e martirizando os tradicionalistas. Os nerds herdarão a terra de marlboro.