Economia


19
May 10

O óbvio e a gestão de pessoas.

Fonte


22
Apr 10

O salário do juiz e do professor.

Desde quando consertar dá mais lucro que fazer bem feito na primeira vez?

Se vivemos realmente em uma sociedade liberal, democrática e capitalista, um professor deveria ser a referência máxima, o exemplo a ser seguido de profissional bem sucedido. Se é o contrário, quem vai querer estudar, de verdade?

Que líderes formaremos quando um professor primário ganha tão pouco? Não sei se você já se fez esta pergunta, mas deveria. A UNESCO divulgou um estudo comparativo com os salários de professores do ensino fundamental de 38 países. Ficamos no terceiro lugar, perdendo para Peru e Indonésia o posto do pior salário. O país-destino dos surfistas emplacou U$ 1.624 por ano, enquanto os incas U$ 4.752. O país do futebol quase perdeu para os peruanos, com U$ 4.818,. Bem longe da média dos países desenvolvidos, U$ 33.209 por ano. Faça um comparativo. Um Juiz do Supremo Tribunal Federal (que tem título de Ministro em nosso país) recebe U$ 148 mil por ano. Quem faz conta de cabeça percebeu que uma pessoa formada para julgar crimes, uma função reativa, ganha quase 30 vezes mais do que uma pessoa formada para educar, uma função preventiva. Temos um sistema que investe menos no profissional que poderia diminuir o trabalho do profissional que existe para resolver coisas acontecidas. Pagamos mais para mudar o passado do que para preparar o futuro. Acho que alguns professores têm vontade de usar um nariz vermelho. Para ser professor, é preciso vocação. Num sistema como o nosso, os professores natos acabam migrando para outras funções para terem uma vida digna. Com um salário merreca, afastam-se do objetivo das suas vidas. Assim, a profissão de professor tende a atrair os profissionais que, ou não conseguiram um posição melhor no mercado, ou não tinham competência para tanto. Longe de ser simplista e determinista, já podíamos ser um país desenvolvido se a situação fosse diferente. O salário baixo dos professores indica a total falta de prioridade em investir na educação desde a época que tentamos deixar de ser colônia. É um paradoxo investir na punição, no juizado, quando temos um país tão ignorante. Incentivamos o crime ao não priorizar a educação. Pagamos bem os juízes e construímos templos seguros para o exercício digno de suas funções, enquanto os professores minguam comendo mingau em escolas depredadas com alunos que os ameaçam sem punição. Nosso país precisa aplicar a política dos juízes nas escolas, para que elas sejam tão imponentes e seguras quanto os fóruns. Que os professores tenham status de Ministros. Que consigamos, enfim, assumirmos o papel de preparadores dos futuros líderes do Brasil varonil.

Nilzo Andrade

in O líder dos sonhos


6
Jun 10

Multiculturalismos.

TEDxSP 2009 – Regina Casé from TEDxSP on Vimeo.


22
Dec 09

Molion, arauto do esclarecimento climático.

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DESMISTIFICANDO O AQUECIMENTO GLOBAL

Download do artigo acadêmico para leitura.

O clima da Terra tem variado ao longo das eras, forçado por fenômenos de escalas de tempo decadal até milenar. No final da década de 1970, após um período de 30 anos de resfriamento, surgiu a hipótese que a temperatura média global da superfície estaria aumentando devido à influência humana. Essa hipótese está fundamentada em três argumentos: a série de temperatura média global do ar na superfície “observada” nos últimos 150 anos, o aumento observado na concentração de gás carbônico a partir de 1958 e os resultados obtidos com modelos numéricos de simulação de clima. Estes  três aspectos podem ser combatidos criticamente, mostrando suas deficiências e concluir que a representatividade global da série de temperaturas é questionável e que a não comprovada intensificação do efeito-estufa pelas atividades humanas, bem como as limitações dos modelos matemáticos de simulação de clima, não justificam a transformação da hipótese do aquecimento global antropogênico em fato científico consumado.

http://www.imil.org.br/

Tentiva de réplica. Quem assiste Lie to me vai perceber um monte de dicas corporais no trecho abaixo (papel caindo, pé balançando, gagueira, lápis escapando, evitando olhar para Molion, medo e vontade de fugir da situação), é engraçado assistir mas também é triste.

Finalmente, a tréplica, com direito a exemplo com cerveja.


10
Dec 09

Lord Monckton versus Al Gore, a batalha final.

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Com certeza Pink e o Cérebro não estão por trás da conspiração para dominar o mundo. Mas não dá pra deixar de comparar a dupla Lord Monckton e Al Gore como arquiinimigos tradicionais da literatura, do cinema e dos quadrinhos. De repente, a vida imita a arte e assistimos de camarote o embate entre o super herói e o super vilão. E, como é normal, alguns torcem pelo vilão e outros torcem pelo herói. O difícil, pra muita gente, é decidir quem seja quem na história do aquecimento global. Pelo meu ponto de vista, que não precisa ser o seu automaticamente, Lord Monckton é quem faz o papel de herói e Al Gore o papel de vilão, mesmo que “bem” intencionado. Compare com Superman x Luthor, Batman[bb] x Coringa, Neo x Agente Smith, Sherlock Holmes x Moriart, Homem Aranha x Rei do Crime, Cristo x Anticristo, Direita x Esquerda e mais uma dezena de equivalências ao gosto de cada um.

Ambos já receberam um Prêmio Nobel e estão razoavelmente nivelados, enquanto Lord Monckton é um inglês tradicional, zoiudo, simpático, ex-conselheiro da primeira ministra britânica, inventor de quebra-cabeças e que gosta de fazer piadas estilo Monty Phyton, Al Gore é um galã norteamericano alto, popozudo, sizudo, ex-vice presidente. Visualmente, Lord perde do Al. Nenhum deles é cientista.

A grande diferença é que o primeiro especula e desconfia, o segundo acredita e apoia. Lord Monckton diz que a terra é redonda e não tem perigo navegar no oceano, Al Gore retruca que além dos monstros marinhos a terra é chata e termina num abismo. A briga real está entre a razão e a fé, entre a constatação do fato e a credulidade da opinião arbitrária. E, desde os tempos da patrística medieval, pouca coisa mudou nesse caminho de usar a ciência e a razão para defender decisões políticas. Sejam árabes, comunistas, aliens ou CO2, os cruzados sempre estão dispostos mais à guerra que à conversa.

O que mudou, ainda bem, foi a multiplicação dos canais de comunicação e as ideologias de massificação não têm mais como se sustentar apenas pela vontade ou pela força. E essa mudança é que vai garantir que todos vamos rir de tudo isso um dia.

Lord Monckton on Climategate at the 2nd International Climate Conference from CFACT EUROPE on Vimeo.

“We know that greenhouse gasses are heavily implicated as a cause of climate change. And we know that among all greenhouse gasses, the worst by far is the carbon-dioxide that results from fossil-fuel combustion.”

Sir, Lord Monckton says, the first of your two quoted statements requires heavy qualification: the second is scientifically false. The combined effect of the two statements is profoundly misleading. Greenhouse gases keep the world warm enough for plant and animal life to thrive. Without them, the Earth[bb] would be an ice-planet all of the time rather than some of the time. The existence of greenhouse gases, whether natural or anthropogenic, retains in the atmosphere some 100Watts per square meter of radiant energy from the Sun (Kiehl & Trenberth, 1997) that would otherwise pass out uninterrupted to space.

Carta a McCain


2
Dec 09

Climategate Scandal: megalomania e falta de bom senso.

Emails do CRU-Climate Research Lab foram tornados públicos revelando que os dados utilizados oficialmente para as políticas de “controle do aquecimento global” eram manipulados de forma nada científica, atendendo interesses particulares. Seu diretor, Phil Jones, já foi expulso. USAToday

Climategate: O escândalo da fraude do aquecimento global.

Mitos climáticos

Com intenção anticonspiratória, o assunto é tratado como conspiração pelo establishement. A realidade é que há um lobby positivo e popular sobre a necessidade do controle da produção agroindustrial para redução dos gases que “desequilibram” a atmosfera e o clima. O importante a ser lembrado é que não existe ciência sem bom senso e considerar que a mudança climática tem como fator fundamental a exploração da natureza tem ares de ludismo. Só não seria assim se a meteorologia fosse efetivamente uma ciência de exatidão não probabilística, não estocástica, capaz de realmente realizar previsões de médio e longo prazo 100% eficazes, o que não é o caso.

Essa questão do aquecimento global me lembra as ideologias cristãs da idade média promovendo o holocausto apocalíptico divino se a humanidade não se comportar devidamente. De um lado vemos a propaganda de uma ética antropocêntrica travestida de ecológica se tornar o carro chefe de uma campanha política internacional e, do outro lado, a ciência. De um lado temos os fatos, o mundo está ficando mais quente, do outro lado temos apenas hipóteses sobre suas causas, de neutrinos à bosta de vaca. E os defensores de cada lado apresentam seus argumentos.

Climategate: The swifthack scandal.What you need to know.

http://www.realclimate.org/

Climate Change: The Role of Flawed Science

An  important  question  concerns  the  physical  cause  of  global warming.  Is  it  primarily  caused  by  changes  in  solar activity or by man-made greenhouse gasses? The answer has enormous consequences for the way mankind should react.  If  the  dominant  cause  for  global warming  is  solar  activity,  then  there  is  no  reason  for mankind  to waste resources  in  trying  to  reduce  greenhouse  gas  emissions.  And  no  reason  to  have  the  climate  conference  in Copenhagen.  If, however, the dominant cause is man-made greenhouse gasses, then a reduction of emissions may be absolutely necessary in order to prevent a global climate catastrophe.

Se você não quer ser salvo no juízo final, assista o documentário que tenta desmitificar essa megalomania de que o lixo produzido pela humanidade tem poder de fogo em relação ao clima global. Produzido pelo Canal 4 britânico intitulado “A Grande Fraude do Aquecimento Global”.










18
Nov 09

Uma mesa quadrada redondamente enganada?

Mesa Quadrada é um especial de debates produzido pelo site ScripTease. Uma bela iniciativa de reunir pontos de vista para remexer o caldo do mercado publicitário de Uberlândia, a capital do Triângulo, aquele novo estado da federação ainda colado a Minas Gerais, por enquanto. A última edição deu espaço a estagiários e funcionários de agências pra discutir o ambiente salarial a que estão submetidos. Rendeu muita conversa e deve render mais ainda. Abaixo, o meu comentário ao programa pra animar que outros comentem também sem medo de perder empregos.

Uai, esqueceram de me chamar pra participar. Eu não ia cobrar cachê, só passagem e estadia mas, tudo bem, mando o recado por escrito mesmo. O problema, caros, não é que modelo de agência em Uberlândia está errado, pois o modelo de agência – enquanto agência – está errado no universo. As agências remuneram mal na mesma medida que lucram mal. O patrão desvaloriza na mesma medida que é desvalorizado. Essa expectativa empresarial tradicional de ganhar via comissão de produção e veiculação é o que está matando o negócio. Daí que o buraco depende da organização das “ex-agências” para revogarem de vez a legislação atual que coloca o cabresto na categoria via veículos de comunicação e licitações públicas. A primeira providência é extinguir o nome e o contexto de “agência” como se fosse apenas uma intermediária, uma atravessadora de comunicação, de mídia. Basta isso, alterar a legislação para uma nova realidade, oficializar o papel atual de gestora de comunicação, abrindo mão de comissões e cobrando por projeto contratado (preto no branco). Sem comissões, a mídia se tornará mais barata e mais concorrida. Sem comissões, será o fim do trabalho especulativo, por risco. A lógica é simples, enquanto o negócio de comunicação publicitária não “valorizar” a sua posição de empresa produtora também não vai valorizar seus colaboradores. A lição do mercado é uma só. Cada vez que uma empresa de comunicação prefere pagar mal ou abrir mão de bons funcionários ela se desvaloriza proporcionalmente no mercado. Sinal de que está investindo errado. Quem acha que estou errado pode zurrar à vontade.

Mas enfim, por opção, toda mão-de-obra é omissa. Se não é omissa, deixa de ser mão-de-obra.

Mas vamos ao tópico do segundo programa. Agência é tudo igual. Tem fachada arrumada, logotipo estiloso, recepção com mostruário, recepcionista simpática, salas, computadores e pessoas. Agência ideal sabe que o único diferencial que pode ter são as pessoas que estão ali. E tratá-las como mão-de-obra, assalariadas e dispensáveis por futilidades serve apenas para nivelar uma agência por baixo. Por isso, na história da propaganda, a fase dourada foi marcada com publicitários ganhando altíssimos salários e campanhas memoráveis. Atualmente, os cursos de publicidade e softwares piratas transformaram as agências de publicidade em quitandas de esquina. Achataram os salários e o respeito pelos profissionais. Por isso, a agência ideal é aquela que não quer ser quitanda, não se vende como quitanda e faz mais do que anúncios e comerciais de TV preocupada com comissões. Ela quer fazer as pessoas brilharem para garantir um trabalho brilhante. Como o Cabral comentou, RH não pode ser um departamento, tem de ser a base de uma agência e significar Respeito Humano…

Uai, não fiquei sabendo desse anúncio da Blues procurando redator um mês, leitor de Kafka e outras leituras adolescentes. Balela isso, né? Eu sou redator completando décadas com diploma de filósofo e ninguém me avisou, se ainda está em tempo é só me chamar. Mas me ofereçam um salário apaixonante, pelo menos. Fiquei sabendo que queriam pagar R$ 1.200,00, confere? Assim não há paixão que não broche.

Uberlândia já é uma cidade que exige um salário mínimo de R$ 3.000,00 pra se viver solteiro com certa dignidade, bancar celular 3G e banda larga em casa, pagando aluguel ou prestação de casa própria, carro em 60x e ainda sobrar algum pra usufruir na praça da alimentação do shopping. Na ponta do lápis quase não dá, façam as contas. Qualquer empresário de agência que pague menos que isso a um funcionário de criação está explorando a pessoa, roubando-lhe a dignidade e matando sua paixão da maneira mais sórdida, a econômica. E como disse o Abelardo, citado no programa, reduzir o papo a benefícios e happyhours é desculpa esfarrapada que beira ao grotesco.

E pra coroar o comentário, uma confissão, só saí de Uberlândia porque não encontrei nem oportunidade e nem salário decentes. E morra em estado defecal aquele que ousar dizer que não sou um apaixonado.

Cabral, os coronéis também são seres humanos e ainda existe a chance de você ou o magrello casarem com umas filhas de alguns, daí tudo se resolverá.

Agora, falando sério, Uberlândia é uma ilha de bem estar social (não só aparente). No tempo que passei aí eu já tinha essa percepção, hoje isso fica mais evidente ainda. É natural, portanto, que os próceres e similares queiram que ela permaneça como tal. Cidade mineira com jeito de interior paulista que se arrependeu de sair na Veja como terra próspera de oportunidades. No caso específico do nicho publicitário, Uberlândia tem uma característica importante para o desenvolvimento pleno do mercado, ela é esteticamente exigente e isso permite que iniciativas como essa do ScripTease vinguem e tenham voz. Daí que o investimento cultural essencial já está sendo feito, manter a cidade limpa, clara, descortinada. O que não já não aconteceu com Goiânia, que perdeu essas características e ficou meio sem identidade.

Ainda insisto que as agências deviam se reunir mais e ocupar o espaço estético cultural que possuem. Deviam aparecer mais não apenas pra si mesmas, mas para o grande público. Umas das antropofagias mais idiotas do mercado publicitário é a de coçar o próprio saco e admirar o próprio umbigo, prêmios, festivais disso e aquilo não agregam mais valor nenhum aos negócios. O que falta, realmente, é que os empresários de propaganda se sintam empresários e menos vassalos ou capangas do coronelismo vigente. Organizem-se gente, façam a APP funcionar politicamente, exijam tabelas de cargos e salários, tabelas de preços, contratos! Contratos! Se a Aciub tem seu lugar, por que a APP não teria?

Acho ridículo como ainda seja possível o mercado funcionar na base da amizade de escola, igreja ou de clube entre clientes e agências. Viram o caso do Porto Cai Na Rede? http://www.umpassinhoafrente.com.br/2009/12/07/retrato-de-como-alguns-polticos-se-acham-acima-da-lei/ Exemplo clássico da imaturidade profissional de alguns. É essa imaturidade profissional que precisa ser eliminada em Uberlândia (não só, claro), e justamente por suas exigências estéticas ela está entre as cidades brasileiras com mais chance de se destacar no quesito “design”, não apenas gráfico, mas o industrial e o arquitetônico. Aí que entram as agências ou gestoras de comunicação.

Por favor, colaborem para que isso aconteça e profissionais como eu possam voltar a ter espaço nesse mercado privilegiado.

Ainda estou em standby por aqui, salários em sampa estão tristes (acabrunhem-se). Façam uma oferta decente e peçam com jeitinho que eu prometo pensar no assunto de voltar praí.

Inté.

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