3 pessoas com idéias próprias.

  1. kntz October 4, 2008 @ 17:18

    Bem, vamos ver agora o quanto aumenta o número de visitas. Você chegou até aqui por que estava procurando bundas na internet?

  2. Wagner Melo April 21, 2009 @ 17:40

    Uma bunda tem duas bandas.Vc já imaginou quantas bundas tem duas bandas, sendo que cada banda tem duas bandas?
    É muita bunda!

  3. jonas February 16, 2010 @ 11:09

    que delicia eu comendo uma nega dessas eu não deixava nada.

Um pouco de bundas pra este blog dar mais às caras.

Humor, Internet, Mulheres Comments (3)

A sociedade das bundas redondas

O texto campeão de audiência do antigo blog.

Já morei e vivi (literalmente) uns anos em Florianópolis, na famosa Ilha da Magia. Passei alguns verões lá e todos os meses frios entre um e outro, sem turistas nas praias. Descobri algo interessante. As mais belas bundas na praia eram de turistas mineiras. Não quero exagerar e nem tenho provas estatísticas além da minha própria experiência “in loco”. Mas a mistura café com leite do sudeste brasileiro é a referência estética da mulher nacional em nível internacional. Sem as turistas do sudeste, o sul do Brasil é povoado de mulheres sem bundas redondas, mas com grandes peitos e largos quadris. Apreciáveis na vinda e na ida, mas de perfis tímidos. Pergunte ao John Casablancas, o entrevistado da Veja, ele disse que a Gisele Bundchen não tem bunda mas eu não concordo. Ela se destaca justamente porque tem uma bundinha bem feita, pequena, mas bem feita. Voltando ao assunto sem sair dele, para mim foi um choque visual-cutural radical. Ao chegar em Minas Gerais, eu olhava entusiasmado as moças bundudas pra lá e pra cá, bonitas na vinda, lindas de perfil e maravilhosas na ida. Foi como a experiência do cego ao ver pela primeira vez as cores da realidade. Tal qual um monge iluminado encarei a luz: a beleza da mulher está na bunda! A verdade é que Vinicius queria dizer mesmo que “as sem bunda que me perdoem, mas uma bunda redonda é fundamental”. O sentimento mais puro e masculino de felicidade é olhar, ou melhor, contemplar uma bunda feminina perfeita. Qualquer coisa além do olhar é um êxtase, um sonho que se realiza. Fetiche para alguns não brasileiros, religião para os nascidos e criados aqui entre nós. Bunda destacada a partir de uma cintura fina e marcada com um fio dental é sinônimo de mulher bonita, olhamos o rosto depois e aceitamos suas imperfeições desde que o bumbum seja lindo. Quem vê bunda, não vê coração. Mas quem quer ver coração? Com certeza, os peitos, desde que não maiores que as bundas. Bundas perfeitas garantem e destróem casamentos, vendem música, entretenimento, cerveja, saúde, status etc. Matriz psico-social da beleza brasileira, toda bunda redonda garante satisfação antecipada, fruição desmesurada, esperança descarada em prazeres indizíveis. Não há Brasil de verdade sem bundas redondas nas ruas, praças e festas. Alguns querem proibir cartazes publicitários com bundas para atrair turistas, querem proibir bundas em anúncios de cerveja. Proibir bundas é proibir o Brasil de se mostrar como é, uma grande bunda redonda deitada eternamente em berço esplêndido. E se você imaginou que isso seria uma fraqueza, engana-se. Não se tentam proibir fraquezas, apenas perigos. Pois a imagem de uma bunda redonda e bonita não tem nada a ver com fraqueza, nem passividade. Tem a ver com o mais puro poder da espécie humana, o poder da beleza (e da reprodução dela). A nação brasileira é gostosa e bonita como uma bunda perfeita. Nascemos de bunda virada pra lua. E o mundo inteiro olha as bundas da amazônia e as bundas do cerrado com água na boca. A bunda é um simbolo nacional, igual a bandeira, o hino, a seleção que por pouco deixa de ser nossa pra ser da Nike, mas ainda é nossa. “Brasil, mostra sua bunda” é um ato muito mais corajoso que “Brasil, mostra sua cara”. Pense bem, chamar alguém de cara de bunda no Brasil devia ser elogio, é o mesmo que dizer que é muito atraente e bonito, pois na realidade não existe bunda feia, apenas bunda que não existe entre as costas e as pernas, alguma coisa que no máximo daria pra chamar de glúteos. Então, da próxima vez que lhe chamarem de bundão, sorria e agradeça. Afinal, todos os bundões estão no poder e têm suas bundonas e bundudonas garantidas na constituição. É um desbunde de abundância. Né, bundão?

Veja o poema que Carlos Drumond fez:

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
redunda.

Related Posts with Thumbnails

kntz @ October 4, 2008

Comentários?

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>